Você confia em você?
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Todos os relacionamentos que você possui são baseados em primeiro plano na confiança. E esse item não tem meio termo; existe ou não. Quando não há, você gasta um bom tempo pesquisando, ou fazendo um contrato com o outro lado. Em compensação quando o nível de confiabilidade é grande, o famoso “fio do bigode” entra em cena. É bom lembrar, que a confiança não se consegue construir da noite para o dia. Leva tempo. Mas, para destruir, basta uma única atitude errada. Se você analisar cada empresa, ou pessoa na qual você se relaciona, vai chegar a conclusão de que cada um tem um nível de confiança para com a sua pessoa. Em nossa vida, vivemos para criar relações confiáveis, e dessa premissa que avançamos o relacionamento ou não. O primeiro passo para obtermos esse “crédito” com os outros começa “de dentro para fora”, ou seja, o princípio da credibilidade é a autoconfiança. O quanto você confia em si mesmo? Essa é a pergunta crucial. Todos os vencedores possuem a faceta da autoconfiança. “Eu posso”, “Eu vou conseguir” e “Eu vou vencer” são frases e pensamentos que habitam a mente dos que iniciam com a lição de casa.
Normalmente, essas pessoas descartam qualquer possibilidade de fracasso, e a palavra impossível não existe em seu vocabulário. São surdos para os pessimistas, e conseguem tirar forças e “coelhos da cartola”, quando ninguém mais acredita na realização. Grandes recordes foram quebrados por atletas sensacionais, e grandes descobertas da ciência partem da autoconfiança de seus autores. Segundo Stephen M. R. Covey, no livro “A Velocidade da Confiança”, a lição que começa em nossos lares é estabelecer e manter compromissos consigo mesmo. Pratico o que prego? Meus valores são claros, e sinto-me a vontade para defendê-los? Cumpro os compromissos que assumo? Lembre-se que não cumprir algo consigo mesmo, não afeta os outros, mas sim sua integridade. Por quantas vezes, prometemos para nós mesmos que iremos acordar as 5 da manhã para alguma atividade física, mas quando o despertador toca, serve apenas para sinalizar que temos mais 2 hora para dormir? Acaba virando uma rotina de auto-enganação. Lembre-se que ganhar confiança com os outros, não precede ganhar primeiro em si próprio. Outro erro que cometemos, é assumir compromissos de forma impulsiva. Às vezes, no calor de um fato, prometemos para nós mesmos “nunca mais” fazer determinada coisa, e isso às vezes está ligada ao nosso prazer. Dessa promessa, ou ficamos a lamentar e cumprimos, ou simplesmente deixamos de lado e quebramos a nossa autoconfiança. A primeira escolha fortalecerá a sua integridade, enquanto a segunda afetará sua segurança em assumir novos compromissos. A confiança se constrói da junção de caráter e competência.
E o caráter é o resultado de integridade e intenção. A autoconfiança se inicia internamente com a integridade, e ela costuma se sobressair quando você está longe dos olhos de outras pessoas. É a “briga” do eu, comigo mesmo. Vencer essa primeira luta, é o desafio de todo ser humano. Na hora de pousar a sua cabeça em seu travesseiro, faça a reflexão: Você confia em você?
Data: 15/02/10
targo@targo.com.br
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