Red Bull
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Existe uma brincadeira de criança, onde as mesmas escolhem frutas, carros, objetos e outros itens que gostariam de ser, e acabam explicando o porquê. Muitas psicólogas acabam até utilizando esse meio em suas dinâmicas para avaliar seus candidatos. Se me perguntassem qual marca eu gostaria de ser, provavelmente responderia Red Bull. O “touro vermelho” possui todos os atributos que um profissional poderia ter, ou seja, uma verdadeira aula de marketing, onde se observa claramente foco, criação de necessidade, proteção de imagem, agregado de valor e quebra de paradigmas. Enfim, poderíamos escrever até o final desse artigo, uma lista de diferenciais que permitem que essa empresa possa hoje estar tranqüilo zingrando no “oceano azul”. A Red Bull é uma bebida energética que promete melhorar a concentração, tirar o sono e a preguiça, lhe dar disposição a praticar esportes, estudar e vamos assim dizer, “te dar asas”. Equivale a mais ou menos uma xícara de café. Mas, o motivo aqui não é destacar o “líquido”, mas sim a divulgação diferenciada que a marca pratica em todo mundo. A criatividade e a quebra de paradigmas começam pelos patrocínios inusitados. Vão desde Campeonato Mundial de Aviões de Papel – que esse ano foi vencido pelo brasileiro Leonard Ang – passando por corrida de aeronaves de verdade, e indo até torneios de invenções que permitem o homem a voar. Não precisa nem dizer que tem tudo a ver com o slogan da empresa. Nota: O cômico campeonato de aviões de papel não foi patrocínio, e sim criação do austríaco Dietrich Mateschistz – que é também o mentor do mercado de bebidas energéticas a 28 anos atrás, e dono da Red Bull. A “griffe” também faz investimentos arrojados, e sagrou se campeã da Fórmula 1 com o piloto alemão Sebastian Vettel , e de quebra ainda levou o mundial de construtores desse ano. Deixou para trás equipes e marcas famosas como a Ferrari, e ainda deu uma grande aula de ética e valores, não permitindo que houvesse jogo de equipe para que seu piloto fosse campeão. “Um segundo lugar, em circunstâncias corretas, pode ser melhor do que uma vitória em razão de pedidos e confirmações”, cutucou Mateschitz. O marketing nas grandes capitais também sai da mídia convencional, e escolhe jovens formadores de opinião, na qual são emprestados veículos “envelopados” para que os mesmos possam realizar ações de merchandising. A quebra de paradigmas e o “pensamento fora da caixa” permite a Red Bull ser um grande diferencial no segmento em que ela própria criou. Vamos apenas observar, se a Rede Globo possa o ano que vem chamar a equipe pelo nome na transmissão da F1. Referem se ao time, apenas pelas iniciais RBR (Red Bull Race). Entendem que se trata de merchandising. Acho que a marca merece um crédito. Esse é mais um paradigma que o “Toro” tem por desafio quebrar.
Data: 06/12/10
targo@targo.com.br
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