Quando eu crescer...
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Pouca coisa mudou da minha época para cá quando se fala em escolha de profissões. No período mais importante da nossa vida, infelizmente ainda não estamos preparados para escolher aquela, que será ao longo da carreira, motivo de alegria ou frustração. Qual profissão escolher para o vestibular? No auge da adolescência, a maturidade ainda não chegou na cabeça dos jovens, e em meio a rebeldia dessa fase da vida, ele é obrigado a escolher qual caminho seguir. E normalmente, a opção é feita pelos pais, ou influenciado pelos amigos. Poucos adolescentes têm na mente a certeza absoluta do que quer ser no futuro. Os pais normalmente escolhem a profissão que não conseguiu realizar, ou o “jovem aluno” é influenciado pelo melhor amigo da escola. Para a amizade continuar, ele opta em fazer o vestibular que o colega escolheu. E quando isso acontece, no futuro poderemos ter nossos filhos perdendo tempo na troca de cursos, ou, sendo um profissional triste e incompetente. O diploma acaba ficando engavetado, pois ele opta por seguir uma outra área.
Quem tem filho pequeno, passa por maus momentos quando o mesmo solta uma frase: “Pai, acho que quero ser bombeiro...ou, comissário de bordo, ou contador”. E, às vezes o repreendemos achando que não são boas profissões. Eu normalmente respondo: “Filho, hoje você tem que ser criança, e no futuro o que escolher terá que ser o que gosta de fazer! E para ser bem sucedido, bastar realizar com amor”. O que poucos sabem, é que a nossa felicidade em busca do que fazemos, está ligado diretamente as nossas atitudes naturais. E quanto mais a nossa profissão estiver relacionada com o nosso perfil comportamental, mais felizes seremos, e o nosso sucesso será apenas uma conseqüência do nosso trabalho. Quando não unimos o que gostamos de fazer com a nossa profissão, ficamos pulando de “galho em galho” em busca do melhor salário, e seremos eternos profissionais frustrados. Essa regra vale para seu filho.
Mas, como descobrir então, o perfil de nossos pequenos? O que será que ele gosta de fazer? Algumas instituições utilizam o teste vocacional, que normalmente é trabalhoso e demorado, e acaba se perdendo ao longo do curso. O CEL (Centro de Ensino Literatus), em busca de constante inovação, implantou uma ferramenta da multinacional inglesa Thomas International, que é muito utilizada em empresas do mundo inteiro para contratação e treinamentos. Através de um laudo chamado “Guia de carreiras”, é possível saber com precisão, em qual profissão o filho se dará melhor, face o seu perfil comportamental. Isso auxilia em muito, a darmos um direcionamento para o seu vestibular, saindo do mero “feeling”, ou do trabalho dos sonhos dos pais e dos amigos. Com essa atividade, fica mais claro quais profissões optar, para que possam no mínimo gostar do que irão fazer. E se o gostar virar paixão, a certeza do sucesso vem por conseqüência. Lembre-se que criamos os nossos filhos para a vida, e a vida é feita de escolhas. E que a paixão pelo que se faz, possa ser a principal razão do que nossos herdeiros serão no futuro. Isso é ser feliz!
Data: 22/11/10
targo@targo.com.br
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