Qual a sua referência?
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Vivemos em um mundo de referências, onde constantemente nos comparamos com outras pessoas e com momentos vividos no passado. Se a comparação for saudável, serve para nos motivarmos a sermos pessoas com uma grandeza infinita, ou no mínimo lutarmos por dias melhores. Caso contrário, temos que tomar cuidado para que essa referência não seja destrutiva, pois nesse caso podemos ser tomados por um clima de inveja, algo extremamente prejudicial. O mesmo sentimento pode ter efeito motivador ou de grande frustração.
As comparações nos fazem crescer. Infelizmente vivemos em um mundo assim. A competição acirrada nos leva a buscar um dia melhor que o outro. E essa luta pela vitória, nos faz trabalhar mais, buscar mais conhecimentos, nos desafiar mais, pois são nesses sentimentos que mora a “ambição sadia”.
“Me diga com quem andas, e lhe direi quem tu és!” Essa frase reflete muito bem aonde você vai chegar. Por esse motivo, que sempre queremos saber com quem nossos filhos convivem. Boas companhias, pessoas prósperas. E vice-versa.
Existem exceções – raríssimas – de indivíduos que conseguem crescer em um ambiente hostil, totalmente adverso a aspectos sociais. São os chamados resilientes, ou seja, pessoas pró-ativas que exercem influência no meio em que vivem. Ao invés de reclamarem, agem. Os astros do futebol são exemplos maiores desse aspecto. Infelizmente, nem todos eles estão preparados para serem referências para os nossos jovens, e o sucesso profissional acabam trazendo atitudes e comportamentos que não queremos que nossos filhos sigam.
Todos nós temos um ídolo, até porque vivemos em sociedade. Essa nossa idolatria pode ser um artista, um jogador de futebol, um empresário, um escritor ou nossos pais. O importante é que tenhamos alguém para seguirmos, e que essa pessoa seja melhor que nós. Lembre-se, que mesmo você se sentido o “cara”, sempre terá alguém melhor e mais próspera que a sua pessoa. E a prosperidade não é somente financeira, ela também pode ser espiritual, familiar, profissional, ou seja, está relacionada com o ângulo que você enxerga. Infelizmente, as nossas comparações são muito de posses. “O fulano tem um carro melhor que o meu, ou a casa de ciclano é excepcional”. Temos que tomar cuidado para não sermos atacados pela síndrome do “Zeca pimenteira” (personagem de um programa humorístico da TV).
Venerar uma pessoa com elogios é uma referência sadia, mas se a atacarmos com críticas é sentimento de inveja. Se nos compararmos com pessoas melhores, e isso dar uma motivação para sermos igual a ela, seremos sempre indivíduos em crescimento. Se a nossa referência for em relação a pessoas piores que a gente, seremos criaturas medíocres e ignorantes. Tudo depende do ângulo da sua visão. O desafio maior a partir de agora, não é buscar uma pessoa para seguir ou se comparar, mas em responder a seguinte pergunta: Eu sou referência para alguém? Quem e quantos são meus seguidores? Não vale se basear no “twitter”.
Data: 15/03/10
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