O que mais importa
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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O mundo muda, e conseqüentemente os anseios e desejos dos jovens profissionais também. Em recente pesquisa realizada pela Cia de Talentos com 34.000 pessoas e publicada na revista Veja, se chegou a constatação que os 5 itens que mais se levam em conta hoje para entrar no mercado de trabalho são (em ordem crescente): bom ambiente, desenvolvimento profissional, qualidade de vida, possibilidade de rápido crescimento e empresa com boa imagem e credibilidade no mercado. Há cinco anos, os desejos eram: Empresa com boa imagem, bons salários e benefícios, desafios, valorização profissional e carreira internacional. Perceba que bons rendimentos saiu da recente lista. E o empresário ainda sustenta o paradigma que pagando mais se retém talentos. Na realidade, o jovem de hoje quer aprender e crescer rápido. Quer ser independente. O salário é conseqüência. Dessa forma, o mundo caminha cada vez mais para o fim da carteira de trabalho. É preciso alinhar e readaptar os pontos de vista com a geração Y. Aliás, a motivação é um fator muito contestável nas organizações atualmente. Ser motivado é dever do colaborador, ou obrigação da empresa proporcionar? Os dois. Mas vale ressaltar que a motivação é de “dentro para fora”. Portanto, é muito mais responsabilidade do colaborador ser feliz no ambiente de trabalho. Se não adaptar, que busque outro emprego onde possam ser atendidos seus valores e anseios. E a geração Y tem feito isso.
Segundo Frederick Herzberg, após pesquisa com 200 contadores e engenheiros nos Estados Unidos, criou-se a Teoria dos dois fatores. Diz o estudo, que as pessoas são motivadas por dois fatores básicos: os motivacionais (satisfação e crescimento psicológico) e os higiênicos (relacionados com a insatisfação).
Herzberg relata que os fatores higiênicos podem desmotivar, mas nunca motivar; pois são itens básicos no trabalho. Veja se sua empresa possui: condições de trabalho, qualidade de supervisão, salário, status, relacionamento com chefia e colegas, e política administrativa da empresa. Isso é o mínimo que a organização deve possuir como elementar. Agora, os fatores que motivam realmente são: Realização, reconhecimento, interesse no trabalho em si, responsabilidade pela tarefa, progresso para níveis mais elevados de tarefa e crescimento pessoal. Note que a teoria coincide em muito com a pesquisa realizada esse ano, e relatada no início do artigo. E a tal reclamação que ouvimos sempre no mundo corporativo, está atrelada aos fatores higiênicos. Os colaboradores tendem a “botar a boca no trombone”, quando os itens básicos não são satisfatórios. Esses estudos são importantes para alinhar os interesses, pois muitas empresas estão oferecendo itens que não satisfazem e não motivam os colaboradores. É preciso saber o que mais importa. Fica a dica.
Data: 13/09/10
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