O bonde passou...
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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O bonde tem passado para muita gente, e a grande maioria tem ficado somente a ver navios. Alguns nem percebem, enquanto outros conseguem reconhecer que tem perdido vários bondes e se incomodam, pois vão ficando para trás, enquanto o concorrente segue o caminho rumo ao crescimento. O bonde a qual me refiro é também conhecido como oportunidade. Essa perspicácia em enxergar e pegar o famoso trem, é que faz o diferencial entre as pessoas, e é o que faz girar o ciclo da transferência de riquezas. A mudança de geração no comando dos negócios, ou a não transferência do fundador para os sucessores ou profissionais, é que movimenta a economia de todas as cidades.
Transferência de riqueza: Novos ricos.
E em Manaus, é perceptível reconhecer esse fenômeno em algumas famílias tradicionais que no passado eram sinônimos de riqueza, e ao longo do percurso “perderam o bonde”. Muitos negócios e oportunidades se foram ao longo do tempo, ou não acompanharam a velocidade das mudanças, ou porque nem perceberam que estavam a ficar para trás. O medo da tomada de decisão em pegar a oportunidade, é a principal causa da perda do “timing”. Uns vão ficando ao longo do caminho, e somente chega à estação intermediária – a viagem não tem fim - o mais corajoso. A classe emergente, ou os chamados “novos ricos” são resultados da visão e do tempo correto em acreditar e tomar a atitude em realizar. Os oportunistas são aqueles que sabem a hora correta em “pegar o bonde”, e um atraso na decisão e na coragem faz a grande diferença no mundo dos negócios. Para os empresários, somente conseguem perceber a chegada da nova oportunidade, aqueles que estão no estratégico e tem a cultura do “que mais importa”, ou seja, os detalhes que não fazem a diferença são descartados.
Hora, lugar e com o produto certo.
Os grandes vendedores (dependendo do paradigma, todos nós podemos ser), sabem o tempo certo de oferecer o seu produto ao cliente, e nunca desistem, pois reconhecem que se a venda não aconteceu, é porque o momento ainda não chegou. Essa perspicácia em estar na hora, no lugar e com o produto certo é mais um exemplo de “subir no bonde”.
A casa não comprada, a comida que passou do ponto, a camisa da seleção brasileira não vendida na época da copa do mundo, são exemplos mais simples de que o “timing” se perdeu.
Os vários significados do bonde.
O tal meio de transporte que leva a prosperidade não é necessariamente a oportunidade, mas pode ser o bonde do conhecimento, da passagem de bastão dos negócios, do momento da mudança do produto ou segmento. O título desse artigo, pode ter várias conotações e significados, e enxergar isso, também é sinônimo de ver o famoso bondinho chegando. Tal provérbio vale também para o campo dos relacionamentos com outras pessoas. E para exemplificar, a frase de William Penn (fundador da província da Pensilvânia) cai como uma luva: “Eu espero passar por esta vida uma única vez. Portanto, se houver alguma bondade que eu possa mostrar ou qualquer coisa que eu possa fazer por algum companheiro, preciso fazê-lo agora e não deixar para depois ou negligenciar a oportunidade, pois talvez não passe por este caminho novamente”. Resumindo: Dê flores em vida! O bonde tem vários significados. Saber entender é o que dará a voz da sua mente para o corpo: Suba!
Data: 07/11/11
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