Mudança interna
Autor Carlos Eduardo Oshiro
Siga no Twitter @carlososhiro
“Quando era jovem, livre e minha imaginação era ilimitada, sonhei que mudaria o mundo; conforme fiquei mais velho e sábio, descobri que o mundo não poderia ser mudado. E decidi que diminuiria meus horizontes e mudaria apenas meu país. Mas, isso também me pareceu inviável. Conforme fui chegando ao crepúsculo de minha vida, em uma última tentativa desesperada, eu procurei somente mudar a minha família, aqueles mais chegados a mim, mas infelizmente nada disso aconteceu. E agora que me encontro em meu leito de morte, percebi (talvez pela primeira vez) que somente se eu, em primeiro lugar, mudasse a mim mesmo, então, pelo exemplo, eu poderia influenciar minha família e com seu encorajamento e apoio, poderia ter melhorado meu país, e quem sabe, eu poderia ter mudado o mundo.” Essas palavras foram retiradas de um manual da empresa Franklin Covey, e foram escritas por um bispo Anglicano.
A maioria dos problemas e soluções está na forma como enxergamos e agimos, e daí, alcançaremos nossos resultados ou não. Tudo depende primeiramente da nossa pessoa. Se conseguirmos transformar a nós mesmos, provavelmente iremos mudar os outros. Infelizmente, transferimos de forma reativa os problemas para o sistema, ou para os que estão a nossa volta.
Em uma organização, talvez, os que contratam treinamentos são os que mais necessitam se aperfeiçoar. As mudanças devem acontecer em um efeito cascata a partir do topo da pirâmide. Se eu quero que minha organização mude, primeiro eu preciso mudar. Todas as escalas da empresa devem estar em constante mutação para poder se relacionar, conviver e convencer os que estão a sua volta a quebrar paradigmas, e a entender o ponto de vista dos outros.
Por que tão poucos conseguem influenciar o mundo, e a maioria não convencem nem os próprios filhos? A resposta está em quanto você consegue vencer primeiramente o seu principal inimigo: A mente. Toda imposição de limites está concentrada nela. Só nos transformamos ou agimos quando o nosso pensamento acompanha. Portanto, todo crescimento e mudanças acontecem “de dentro para fora”. Comece por si próprio.
Se quer que o seu colaborador atenda o cliente com presteza, inicie por você tratando-o bem. Gostaria que seu filho o ouvisse melhor? Passe a dar uma atenção maior a ele. Quando fazemos para o outro o que gostaríamos que fizessem para nós, iniciamos o processo pelas nossas atitudes. Mas sempre se pautando no pensamento do “eu colho, o que eu planto”.
E como estamos em final de ano, ou melhor, quase iniciando uma nova década, que tal traçarmos planos de transformação física, espiritual, mental e social para a nova era que está por vir? O que eu posso fazer de melhor ou enxergar de forma diferente, para que consiga influenciar os outros? Pensando assim, cai o paradigma de que “uma andorinha só não faz verão”. Que o diga Madre Tereza de Calcutá, e outros nomes que fizeram a diferença.
Data: 20/12/10
targo@targo.com.br
Compartilhar
|