Felicidade interna bruta
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Em contrapartida ao já conhecido PIB (Produto Interno Bruto) que é utilizado para medir o crescimento econômico de uma determinada região, surgiu na década de 70, o FIB (Felicidade Interna Bruta), criada por um pequeno reino do Himalaia – O Butão. O rei Jigme Singye Wangchuck acreditou que o melhor meio para se avaliar o desenvolvimento de um país além do econômico, seria mensurar o estado de “espiríto” de seu povo. Faz todo sentido. Como a felicidade é relativa, ninguém pode afirmar que ser feliz, é estar apenas financeiramente estável. O estágio do bem-estar é algo que transcende qualquer nível de avaliação, e faz parte dos paradigmas de cada nação. É uma reflexão que deve ser feita entre países capitalistas e os que focam o lado espiritual, como é o caso do Butão. O FIB se baseia em quatro pilares: Economia igualitária e sustentável, preservação cultural, atenção ao meio ambiente e uma boa governança. Desses itens derivam nove indicadores que possibilitam a avaliação mais criteriosa. São elas: Bem estar psicológico, meio ambiente, saúde, educação, cultura, padrão de vida, uso do tempo, vitalidade comunitária, e boa governança. Eis uma ótima dica para nossos políticos criarem o seu programa de governo. As secretarias e ministérios poderiam ter esses focos, e se eliminariam dezenas de departamentos sem finalidades.
Com o FIB, o objetivo passa a ser o desenvolvimento da felicidade. Pensando dessa forma, o crescimento da economia avaliado pelo PIB, se torna um meio e não o fim. Mas, o que é ser feliz? Para mim - até porque como já dito que a felicidade é relativa de pessoa para pessoa – ser feliz é trabalhar com o que se gosta, ou mais além, fazer algo que se ama de paixão. Agindo assim, o lado econômico vem como conseqüência. Essa talvez seja a essência do FIB. Muda se o foco, e por conseguinte a “causa e o efeito”. Se invertem as posições. Foi detectada na China – um país em ascensão, mas com o povo ainda extremamente pobre – que o crescimento econômico da nação mais populosa do mundo, não transfere felicidade para o povo. Pelo contrário, está gerando insegurança, medo e instabilidade. A satisfação e a paz no estado de espírito muitas vezes estão ligadas a pequenos atos e gestos, que na batalha do dia a dia são deixadas de lado. Que tal a partir de agora você dar atenção as seguintes dicas: Busque um novo emprego, se não estiver feliz com o atual. Libere as endorfinas ao praticar uma atividade física. Invente um título para o filme sobre a sua vida. Descubra que você é melhor em alguma coisa. Recompense a si mesmo quando alcançar uma meta. Doe as roupas que você não usa mais. Ofereça e aceite mais caronas. Enfim, faça algo diferente, respire e sorria mais. Lembre-se que a felicidade é um estado de espírito, e sofre variações ao longo do período. E o mais importante: Ela não cai do céu. Só depende dos seus atos e pensamentos. Seja Feliz e o mundo ao seu redor será melhor!
Data: 30/08/10
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