Erre H
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Em plena Era do Conhecimento, muitas empresas de médio e grande porte ainda não possuem departamento de RH. Aliás, essa nomenclatura ultrapassada tem sido alterada em organizações de visão, e hoje são chamadas de Departamento de Gente, de Talentos, de Desenvolvimento, e por ai vai. Na realidade o que é uma empresa? É um grupo de pessoas que através de seu trabalho e talento (ou não), buscam resultados para a sustentabilidade do negócio. Ou seja, empresas são pessoas. E o departamento quando existe, ou não tem “força” perante a direção, ou está totalmente desalinhado com as necessidades da organização. Tenho percebido que em lugares onde o setor possui orçamento para investir, ou ela é feita pró-forma (para cumprir tabela), ou não está atendendo demandas dos setores. Faz se o investimento, e depois não há um acompanhamento do prosseguimento das ações a serem implementadas. Existe também uma certa culpa e responsabilidade dos lideres de outros departamentos, que não dão valor para a necessidade do investimento em desenvolvimento de pessoas. Alegam falta de tempo – a começar por si – e que é impossível pararem as pessoas para “afiar o machado”, analogia do “conto do lenhador” que sempre “descansava” de tempos em tempos para amolar seu instrumento, e era muito mais produtivo.
E o RH diante desse cenário, procura se proteger em sua “bolha de segurança”, e se preocupando com as festinhas de aniversariantes do mês e de final de ano – não menos importante, mas de prioridade secundária – para poder justificar a sua existência na empresa.
E qual seria o perfil então do Departamento de Gente do século 21? O ideal é que a empresa entendesse (e isso depende da cultura do gestor), que esse setor deveria ser a responsável em dar suporte e ferramentas, além de pessoas contratadas no perfil, para ajudar a organização a bater as suas metas. Atrelando e responsabilizando o RH com foco no resultado, haveria uma maior interação dela com os outros gestores, e além de se sentirem dentro do processo, haveria um maior respeito para com o mesmo.
Mas, para isso acontecer, o perfil do profissional do RH deve mudar também. Deve sair o passivo e acostumado com a zona de conforto, e entrar o que tem comportamento de área comercial, ou seja, aquele que está acostumado a focar os objetivos. E infelizmente, esse perfil poucos psicólogos possuem – profissão esta que normalmente dominam esse setor. Empresas que possuem foco em pessoas e resultados, fazem ou fizeram toda a diferença. A listar, Whirlpool, Volvo e Caterpillar colhem os louros da vitória segundo o último resultado da Exame S/A como as melhores empresas para se trabalhar. Aliás, a Masa que já fora bicampeã nessa competição, ainda sobre a cultura da antiga gestão Whirlpool e Ulisses Tapajós; no último ano nem participou. A Flextronics é a atual proprietária da Masa.
É preciso dar força ao RH, e torná-lo mais estratégico e responsável. É necessário quebrar paradigmas. A começar pelo nome. Que tal, mudarmos de “Erre H”, para “Acerte H” ?
Data: 14/02/11
targo@targo.com.br
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