Empresário, empreendedor e líder
Autor Carlos Eduardo Oshiro
Siga no Twitter @carlososhiro
João Henrique começou a vida como garçon em uma pequena lanchonete de seu bairro, e nas horas vagas resolveu vender cachorro quente em frente a uma faculdade próxima a sua casa. O negócio deu tão certo, que João pediu demissão e decidiu investir no pequeno empreendimento. O único carrinho de cachorro quente rapidamente viraram dez espalhadas pela cidade; veio a primeira lanchonete e em apenas dois anos, a rede já contava com cinco lojas. Com o crescimento, vieram os problemas de controles e gestão. A tiracolo acompanharam também o stress e a falta de paciência com os colaboradores. Todos eram tratados como incompetentes. Essa pequena estórinha fictícia serve apenas como um exemplo de momentos, que provavelmente muitos donos de negócios estão vivenciando. Qualquer um pode ser empreendedor, basta para isso abrir algo que lhe tire da zona de conforto da carteira assinada. Ser empresário é um passo a frente, pois para ser caracterizado nessa condição é necessário crescer com sustentabilidade e organização. E ser líder, é entender de pessoas. E quanto mais se aprofunda nessa último perfil, melhor se tem qualidade de vida e tempo para buscar novos negócios. O empreendedor nem sempre é empresário. O empresário nem sempre é lider. E o líder necessariamente não precisa ser um empreendedor ou empresário bem sucedido. O primeiro deixa um negócio aberto para a família, o segundo acumula um grande patrimônio para seus herdeiros, e o terceiro costuma criar um grande legado para a sociedade. Muitas empresas nascem, crescem, alcançam a maturidade, e por falta de liderança, somem após um certo tempo. O maior papel de um líder é formar novos líderes. As organizações que não crescerem o seu capital humano maior que e a capacidade de progredir o negócio, sucumbirão mais cedo ou mais tarde. O tempo dependerá somente de algumas variáveis que ainda influenciam o mundo dos negócios, tais como tradição, proteção intelectual, e até porque não citar, o fator sorte.
Cada vez mais, o investimento e o respeito às pessoas farão a diferença. Com o acirramento da competição e o apagão de talentos, o profissional diferenciado escolherá onde trabalhar, e ditará o seu valor. O salário compra apenas as “mãos e as costas” do colaborador. O coração e a alma ele entrega a empresa se quiser. E somente o líder tem essa capacidade inata em reconhecer e reter essas pessoas. Sem talentos, nada de crescimento sustentável.
A perspicácia nos negócios também deve acompanhar o empresário. Enquanto a grande maioria tenta acertar o mesmo alvo, o inovador acerta a flecha a esmo, e os outros pintam o alvo ao redor de onde ela fincou. Steve Jobs sabe muito bem como fazer isso. A todo momento cria produtos, que até pouco tempo nunca achávamos que iríamos precisar e desejar. A fabricação de ipad hoje não consegue suprir a demanda.
Ah, ia me esquecendo… O João Henrique do início da estória prosperou. Contratou pessoas que supriam as suas deficiências, e aprendeu a lidar e motivar seus colaboradores. E ainda arrematou: “Crescer, é olhar para trás e sentir vergonha dos comportamentos que se tinha com as pessoas ao seu redor”. Grande João!
Data: 06/06/11
targo@targo.com.br
Compartilhar
|