Conversas Cruciais
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Poucas pessoas possuem habilidades para saber identificar uma conversa crucial, e acabam por complicar um relacionamento, ou por terminá-la em um conflito sem solução. Sabe aquela conversa que você precisa ter, e que só de pensar lhe dá um “nó no estômago” ? Essa é uma conversa extremamente importante! Ela pode ser aquele “olho no olho” que você precisa ter com o filho rebelde, com o chefe ditador, ou com a atitude inadequada de um colaborador essencial. Conceituando tecnicamente, esse “papo” crucial é identificado quando há três pilares: Diferença de opiniões, altos interesses e fortes emoções. E se não houver habilidades para a condução, normalmente as pessoas tendem a seguir dois caminhos: O silêncio ou a agressividade. Faça uma reflexão, e note que provavelmente você tem um desses dois comportamentos. Mas, como agir em conversas que notóriamente sabemos que poderá acabar em rompimento? É importante sempre criar um ambiente de segurança, e saber identificar através de gestos no corpo – o que chamamos de “gatilho – quando uma das partes está perdendo o controle emocional. Uns se levantam, outros ficam agitados, enquanto alguns choram. Esse é um alerta, de que a conversa está saindo da zona de segurança. Nesse momento é essencial que se crie ou se relembre qual o objetivo mútuo (algo que os dois muito querem com o relacionamento). Citemos um exemplo: É comum existir conflitos entre casais separados, cujo problema é a pensão dos filhos. Quando se coloca a pergunta: O que nós dois queremos para os nossos herdeiros? A conversa tende a ir para um encontro de opiniões. Provavelmente a resposta será: Queremos a melhor educação, segurança e bem estar. Listando o custo de tudo o que é necessário, é muito mais fácil compor um acordo. Quando não há essa “inteligência emocional” a percepção continua sendo de que a pensão é para sustentar os gastos da mãe. As conversas cruciais devem seguir um cronograma de condução, e na maioria das vezes a seqüência é feita de forma inversa. Primeiramente aborde os fatos, e depois diga que percepção isso causa em você. Quando o fazemos de forma contrária, a tendência é irmos para uma discussão, pois quando se inicia por percepção, se entra em um campo onde os paradigmas podem ser diferentes, e por conseqüência não se chegará a um consenso. Tente se lembrar de alguma conversa crucial que necessita ter, conte uma história para si mesmo por escrito, e depois identifique no que escreveu, o que é fato, e o que é percepção. Você notará, que a maioria do texto terá frases que é um ponto de vista seu. Busque os poucos fatos que encontrar, e se concentre neles para abrir a conversa. Lembre-se que fatos, são ações visíveis e que quase não há como constestar. Agindo dessa forma, provavelmente a conversa não divagará, será mais rápida e o resultado será o consenso. A habilidade que cada um tem ao saber se relacionar com os outros é que faz a diferença entre as pessoas, e que traz a sabedoria de um verdadeiro líder.
Data: 20/06/11
targo@targo.com.br
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