Geração Y.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
Siga no Twitter @carlososhiro
Eles são nascidos entre os anos de 1978 e 1990. Cresceram jogando vídeo games, ouvindo músicas digitais e acessando a internet, enfim, trocaram as brincadeiras nas ruas pelas diversões tecnológicas. Preferem notícias na tela ao invés do papel, e prezam a velocidade das informações unidas a diversidades de amizades pelo mundo todo. Os clubes de lazer, antes freqüentados pelas gerações passadas, foram substituídos pelas comunidades virtuais. Por isso, o sumiço desse ponto de encontro das turmas de 40 anos. Criados por pais dedicados ao trabalho e junto a velocidade da net, essa turminha se tornou impaciente, atrevida (no bom sentido) e infiel a empresa que lhe emprega. Estão sempre em busca de novos desafios, e estabilidade é uma palavra que não existe em seus vocabulários. Enquanto nossos pais prezavam o emprego eterno e a carreira, a geração y é altamente vulnerável a novas propostas, e sentem a necessidade de crescer muito rapidamente. O que normalmente se leva anos para se conseguir, essa moçada busca em meses. O carro zero, a viagem dos sonhos e o apartamento “solo”, que eram projetos de vida de famílias da geração passada, a “Y” quer conquistar tudo em pouco tempo. E são gananciosos, pois não se contentam com veiculos econômicos e pequenos projetos.
E por esse comportamento, pais e empresas sofrem para se adaptar a esse perfil. Os filhos costumam levantar “vôos” mais cedo. Querem a cadeira do pai – quando empresário – antes do tempo, ou partem em busca de novos desafios mundo afora. Hierarquia e formalidade nas organizações são palavras que não existem no seu mundo corporativo. Possuem a liberdade e a coragem de enviar email cobrando soluções, ou dando idéias para o presidente da empresa. E se necessário for, param os mesmos na porta, e batem o maior papo sem “frescuras”. O desafio tem sido de como lidar com essa turminha, onde a fidelidade costuma não existir nem com parceiros, nem com produtos. Trocam a qualquer momento as marcas, os lugares que freqüentam e as empresas que trabalham. O “novo” é o seu motivador. E as empresas tentam com isso, acelerar o crescimento na carreira, adaptar os seus produtos rapidamente e a entender e a estudar esse comportamento veloz, e por vezes agressivo.
Essa geração é carente por “feed backs”. No passado, os profissionais preferiam ficar no seu “cantinho” esquecido, em função da zona de conforto e proteção. Já, os “campeões” querem os holofotes, e exigem reconhecimentos e oportunidades de crescimento. E o discurso da empresa tem que estar aliada a prática. Falsas promessas, falta de transparência e expectativas obscuras, são atos que merecem “cartão vermelho”; e lá vão eles em busca de novos caminhos.
E se você ainda não se acostumou com a “Y”, os mais avançados já falam em geração “W”, ou seja, aqueles que terão a capacidade de mover milhões de pessoas e pensamentos com as pontas dos dedos. Não entendeu? Me desculpe, você deve ser da minha época. Aquela em que a “ficha demora um pouco a cair”.
Data: 14/09/09
targo@targo.com.br
Compartilhar
|