Geração W.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
Siga no Twitter @carlososhiro
Atualmente eles possuem idade inferior a 18 anos, ou seja, nasceram a partir de 1991. Uns estão saindo da adolescência, e a grande maioria ainda não entrou no mercado de trabalho. O desafio tem sido de como lidar com essa turminha em tempos de educação moderna, pois ao invés de seguirem normas e regras, eles querem ter a opção da escolha. As escolas precisam urgentemente repensar os seus métodos de ensino, pois punições e advertências ainda são estratégias dos tempos de nossos avós. Essa geração com a informação escancarada em sua casa, através da web - daí a letrinha inicial da nomenclatura – quer ser ensinado sobre caminhos e opções. A escolha para onde seguir é totalmente dele. Por isso, o interesse de algumas instituições (ainda poucas), em ensinar também comportamentos e melhores hábitos. As escolas também precisam se adaptar rapidamente.
Eles não conheceram as máquinas de datilografia, os discos de vinis e as fitas k-7. O fax, alguns ainda conhecem, mas o telefone de “disco” soa como um produto da pré história. Em compensação, são nossos instrutores naturais de tecnologia, e sabem como ninguém programar e manusear celulares, computadores e aparelhos de dvd’s.
A geração de nossos pais se comunicava por carta, a nossa por email, e esse novo formato de grupo se comunica por twitter. Para eles, email já é “coisa de velho”. São mais rápidos, assertivos (somente 140 caracteres), e de um celular conseguem transmitir o seu recado ou pensamento para “seguidores” do mundo inteiro.
No passado, as crianças chegavam da escola e iam direto assistir “Sitio do Pica Pau Amarelo” ou brincar na rua com a molecada do bairro. Atualmente, eles chegam e vão direto para o computador, para frente de uma tela de “game” portátil, ou de jogos que imitam nossos movimentos. Em nossa época, os jogos se traduziam a War, Banco Imobiliário ou o telejogo, aparelho este, que conectado a TV, se resumia a um console com dois botões tipo sintonizadores que apenas giravam em uma mesma base.
E com esses novos modos de entretenimento, os meios de comunicação também precisam se adaptar para essa nova geração que está chegando. Enquanto a TV e o rádio eram o centro de entretenimento da família brasileira em tempos não muito distantes, o centro da mídia hoje está entre os celulares e o notebook. Os vídeos eles assistem no youtube, as músicas ouvem em seus ipods.
O modo de empregabilidade também precisa ser repensado, pois para essa nova geração, o que importa é a liberdade, o descompromisso e as opções. É claro, tudo aliado aos resultados. E esse modo de ser, confronta com os horários rígidos de trabalho, e o “bater de ponto”. Para o futuro, bye bye carteira de trabalho.
A “moçada W”, vem de encontro com a era do conhecimento, ou seja, os pais não têm mais o poder de “mandar”, mas apenas de opinar. A decisão de escolher com base na informação é totalmente dos filhos. Sinal dos tempos, pois na realidade somos partes integrantes também dessa nova geração, só que com defeito. Cabe a nós o conserto.
Data: 28/09/09
targo@targo.com.br |