Status.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Uns com mais intensidade e outros com menos, mas todos nós vivemos uma busca constante por símbolos ou objetos que agregam valor à nossa pessoa. É diante desse nicho de desejos dos seres humanos, que alguns segmentos trabalham para atender às necessidades materiais e emocionais de cada um.
O automóvel pode ser considerado como uma das referências de status, que normalmente as pessoas utilizam para poder divulgar sua progressão social. Um exemplo prático vem do mundo das celebridades e dos chamados “novos ricos”, onde, o primeiro patrimônio que se costuma adquirir é um carro, e de preferência dos mais caros. Até a moradia fica em segundo plano, pois nesse momento especial, o veículo é visto como um outdoor ambulante divulgando a sua ascensão financeira.
As grifes aproveitam essa idolatria por status, para poder agregar maior valor aos seus produtos. Todos nós sabemos que os seres humanos não agem com racionalidade, e até os mais equilibrados, vez ou outra, agem pelo emocional. E é nesse momento, que os jacarézinhos, cavalinhos e letrinhas das logomarcas famosas enchem seus cofres.
Muitos ostentam sem poder, enquanto outros podem e procuram viver à margem da discrição, muitas vezes se passando por miseráveis. O importante para essas pessoas é ser feliz, mesmo que endividados.
Em se tratando de dívidas, muitos trabalhadores têm ficado “pendurados” em busca do glamour do tal “reconhecimento social”. E o sonhado automóvel, objeto de desejo de muitos, tem feito prosperarem as centenas de financeiras espalhadas pela cidade. Parcelas a perder de vista, e a depreciação fazendo que em um determinado momento, o valor real do carro não cubra nem a dívida existente.
O modelo do tênis em um passado não muito distante, era o símbolo de diferenciação entre os jovens. Hoje o celular ocupou esse posto. Cada faixa etária tem o seu objeto de desejo da vez.
No mundo corporativo, outros símbolos se tornam sinônimos de poder e status. Desde uma simples caneta com uma “estrela” na ponta, até um cargo de decisão, fazem com que as pessoas admirem ou tenham respeito perante determinados profissionais. Valores imensuráveis, mas que agem de forma psicológica na cabeça dos seres humanos.
O status mal administrado, e extrapolado pelo poder econômico ou social, faz com que as pessoas cometam gafes imperdoáveis. A “carteirada” é um fato constrangedor, que é freqüentemente utilizada por pessoas sem equilíbrio emocional, e que usam esse artifício apenas para obter vantagens, e na pior das hipóteses humilhar o seu semelhante.
Todos nós trabalhamos para buscar melhores condições de vida para si e para nossa família. Isso é fato. Uns trabalham para “comprar” símbolos que lhes dêem prestigio. Isso é ilusão. A maior credibilidade que uma pessoa pode ter é a sua atitude digna e honesta. Esse é o maior status que um profissional pode ter. E isso, felizmente dinheiro nenhum consegue comprar.
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