Quociente de Execução.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
Siga no Twitter @carlososhiro
Eis que surge uma nova nomenclatura no já confuso mundo corporativo, mas que, se pudermos sermos seletivos nos processamentos das inúmeras informações a que somos bombardeados diariamente, existe uma grande chance de aprendizado para a nossa vida profissional.
Os participantes que estiveram presentes na última Expomanagement, realizada em São Paulo no início da semana que passou, puderam aprender o que é XQ.
O XQ (Quociente de Execução), vem se aliar aos já conhecidos QI (Quociente de Inteligência) e ao QE (Quociente Emocional).
O Quociente de Execução mede a capacidade de uma organização ou pessoa executar suas metas mais importantes. Quantos de nós planejamos algo, e não colocamos em prática? Quantas empresas conseguem executar o seu planejamento estratégico criado no final do ano que passou? Provavelmente, uma grande maioria de colaboradores e empresas se perdem ao longo do período, em ações não planejadas ou que dão “mais prazer” em realizar.
Stephen Covey – o pai da simbologia XQ – explicou que são seis os aspectos que avaliam a liderança em relação aos seus colaboradores, para que a ação seja realizada. A primeira é a clareza quanto às metas que estão buscando. Todos sabem onde querem chegar? O segundo fator é a “tradução” do líder. Será que sabem como chegar ao objetivo? Em seguida é necessário saber comprometer a equipe em busca da execução, para logo após capacitá-los. A sinergia é o quinto aspecto, ou seja, a equipe está afinada para “jogar o campeonato”? E por último, deve haver a responsabilidade, ou melhor, saber se as pessoas estão sendo devidamente cobradas e sinalizadas em relação à suas metas. Resumindo: Clareza, tradução, compromisso, capacitação, sinergia e responsabilidade são os seis itens que seguidos na seqüência promovem as execuções do planejamento nas empresas.
O líder é a pessoa chave, para que a organização consiga executar as suas ações planejadas. Sem uma boa gestão, nada de execução. Ele é o maestro da equipe. Portanto, se sua empresa nunca consegue colocar em prática o que planeja, a culpa é da liderança.
A pouca quantidade de metas anualmente, é sinônimo de que existe uma grande possibilidade de se chegar à que se pretende. Empresas que possuem uma extensa lista do que fazer durante o período, quase que não conseguem colocar nenhuma em prática, pois o foco se perde ao longo do ano. Por isso a importância em “fazer” o que é realmente importante.
No competitivo mundo organizacional, sobrevivem apenas aqueles que conseguem realizar; e de forma rápida, as ações que são necessárias para se aproveitar as oportunidades de mercado, ou para combater as ameaças da concorrência. Nesse caso, vale muito a frase de uma conhecida campanha publicitária do IG. “No mundo existem 2 tipos de pessoas: As que fazem, e as que não fazem”. Em qual delas você se encaixa? Qual seu índice de capacidade de execução? A resposta vale a sobrevivência sua e de sua empresa.
Data: 20/11/08
targo@targo.com.br |