Profissão: Artista
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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O artista é um profissional da arte, que normalmente possui um dom especial que lhe permite representar, tocar, cantar, pintar, entre outras coisas. O maior combustível de um artista são os holofotes dos meios de comunicação. Aliás, estar em evidência na mídia, significa maiores cachês e conta bancária “gorda”.
Por trás de um grande artista, sempre está um grande empresário. Um depende do outro, pois normalmente quem possui o dom da arte, não tem o poder da negociação.
A inteligência em fiscalizar a imagem e os atos, é o grande desafio do artista e de seu empresário. A fama traz muitas armadilhas, que mal administradas levam a “estrela” a cometer erros irreparáveis, tanto profissionalmente como psicológicamente. Tome-se como exemplo o deslize do “astro” Ronaldo recentemente, e de Naomi Campbell freqüentemente.
Muitos não conseguem enxergar que com o sucesso, não se existe mais a vida privada. Tudo passa a ser público. “Ossos do ofício” que toda profissão possui.
O que é sonho de muita gente, para outros torna-se um martírio, onde a facilidade em sair para passear, passa a ser uma operação de guerra, deixando a vida sem sentido. Os cantores João Gilberto e Marisa Monte praticam o anti-marketing, ou seja, o mínimo de exposição pública; e que acaba até virando um diferencial positivo, frente a uma briga frenética por exposições e mídias espontâneas.
Os artistas também estão presentes no mundo corporativo. Algumas profissões que dependem da arte em fazer suas tarefas diárias, tornam seus atos muito parecidos com os artistas do “jet set” internacional. Normalmente são difíceis no relacionamento com os colegas, não conseguem assimilar críticas, e costumam ser indisciplinados e pôlemicos. Designers, arquitetos, escritores, publicitários, ou seja, aqueles que dependem da arte de desenhar, escrever e criar costumam ter atitudes idênticas às pessoas do mundo das celebridades. Lembre-se que toda regra tem sua exceção.
Nas organizações também é comum existir as “estrelas” das equipes; que
são aqueles facilmente identificados por quererem “brilhar” mais que os outros. Uns possuem talento para tal, mas outros tentam ocultar a falta do diferencial, se escondendo atrás de um jogo de marketing cênico. Nesse caso, o marketing pessoal tão útil a todos, passa a ser um jogo de imagens, facilmente detectável por todos. As “estrelas” costumam roubar idéias dos outros, dificilmente trabalham em equipe, e o “nós” normalmente é trocado pela primeira pessoa. Com essas atitudes, costuma desmontar qualquer harmonia no time.
Em todos os casos de estrelismo e arte, costuma se ter miopia sobre os atos. Normalmente, os atores não conseguem enxergar as suas atitudes, e a vida realmente passa a ser um grande teatro. A vida pessoal fica vazia, e a vida profissional uma grande encenação. Quando os holofotes se apagam, a realidade vem à tona. Infelizmente, assim é a vida de muitos “artistas”, seja do mundo dos negócios, ou do universo do glamour.
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