Os meios não justificam os fins.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Empresas e profissionais que trabalham focados em resultados, normalmente utilizam o título desse artigo como mola propulsora para o seu dia-a-dia. Quem trabalha em áreas comerciais estão mais acostumados com essa frase, pois, o seu salário e a sua permanência no emprego estão ligados diretamente ao cumprimento de suas metas, ou seja, o seu objetivo fim.
Se fizermos uma comparação, esse título está presente em todas as profissões e em todos os segmentos do mundo corporativo. Todos nós trabalhamos em busca de uma meta final, e esse objetivo pode ser uma venda, um desafio pessoal, uma competição esportiva, ou uma concorrência de mercado. Tudo que for feito nos preparativos, nos planejamentos, nas estratégias, enfim, o que for realizado nos “meios”, só terão validade se a vitória vir no final.
Se você tem um chefe com uma gestão voltada extremamente para resultados, provavelmente você estará entendendo melhor o significado desse artigo. Tentar justificar com desculpas ou argumentos dos “meios”, o porquê você não chegou ao resultado, somente vai piorar mais a sua situação como profissional. Para esse tipo de gestão, somente os vitoriosos podem fazer parte da equipe. E isso varia é claro, muito do segmento que se atua. Segmentos na zona de conforto (você conhece algum atualmente?) são menos cobrados, do que áreas que vivem uma eterna competição acirrada de mercado.
O mercado automotivo é um exemplo fácil para entendermos. Até setembro, era um dos setores que tinham maior crescimento no Brasil; mas com o estouro da crise mundial, hoje passa a ser um dos segmentos mais desafiadores da atualidade. Não é a toa que tem montadora de veículos alugando pistas de aeroportos para acomodar a sua produção. A crise não pode ser justificativa para não se vender. Algo é necessário ser feito para se desovar os veículos, pois argumentos e desculpas não pagam a conta com os credores. A GM que o diga. Na verdade, todo ciclo econômico tem o seu efeito cascata, onde cada um é cobrado por foco nos resultados.
No mundo esportivo o “quase” ou o “se” também não têm vez. Na Fórmula 1, apenas um pontinho separou o campeão do vice. O “se” a equipe não tivesse errado no abastecimento de Massa em uma das maiores trapalhadas da competição, não vale como desculpa. Treinar o ano inteiro exaustivamente não vai fazer a organização dar o 1º lugar ao vice também, só porque na corrida de 100 metros, o 2º lugar perdeu por milésimos de segundos.
Se você vai para um curso de sobrevivência na selva, qual o seu objetivo? É claro que é voltar vivo. Esse exemplo ilustra bem o foco no resultado. As desculpas nesse caso não irão trazer a vida de nenhum treinando.
Cada vez mais, a vida vai ser assim. Somente os campeões sobreviverão e terão o seu lugar na história. Somente quem realmente compete, sabe a dor e a conseqüência de uma derrota. Para esse público, os meios não justificam os fins. Apenas resultados positivos justificam. Esse é o mundo dos vencedores. Esse é o nosso mundo atual.
Data: 01/12/08
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