O Mapa da Grandeza.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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No mundo atual, todas as organizações buscam alcançar a sua grandeza. Esse termo na realidade é muito subjetivo, pois quando questionados, os gestores apresentam várias respostas. Para alguns, significa ter sucesso e lucro, enquanto para outros pode ser encarado como uma empresa grande e sempre em franco crescimento. Falar desses termos nos dias de hoje, pode até parecer contraditório, pois em momentos de crise, a palavra-chave para muitos passa a ser sobrevivência. Para uma das maiores empresas de consultoria e treinamento do mundo – Franklin Covey – a grandeza de uma organização se aplica em quatro pilares. A primeira é a sustentabilidade.
Toda empresa tem que ter uma performance superior sustentável, ou seja, deve ter lucros para poder sobreviver. A segunda é a lealdade de clientes, que por si só já é auto-explicativa. O terceiro item é o engajamento dos colaboradores, e talvez um dos pilares mais desafiadores. Todos nós que trabalhamos diretamente com pessoas, sabemos o quão difícil é criar comprometimento de nossos funcionários. A boa notícia é que apesar de complicado, é possível. E o quarto componente é a contribuição distinta ou única, ou seja, o diferencial que o deixa à frente dos concorrentes. Se sua organização deixasse de existir hoje, causaria uma sensação de perda nos consumidores? Ou seria rapidamente suprida por uma outra empresa? Em resumo, os quatro itens acima podemos chamar de resultados. Mas, como chegar nesse tão sonhado nível?
Completando o mapa na outra ponta, necessitamos de grandes líderes e colaboradores eficazes. E infelizmente, cada vez mais, temos menos líderes. E em um efeito cascata, temos ou formamos poucas pessoas realmente eficazes. Um grande número de gestores se colocam como deus nas empresas, e dificilmente buscam treinamentos ou reciclagem. E como a mudança é a única certeza dos dias atuais, a gestão fica defasada e ultrapassada. O restante você já deve saber: colaboradores desengajados e desmotivados. E sem pessoas qualificadas, nada de grandeza.
Para se chegar no tão sonhado objetivo, são necessários duas ações que finalizam o mapa. Foco e execução são os dois itens indispensáveis para se chegar ao resultado. Muitas empresas se perdem no seu direcionamento. Sabem vagamente o que querem, e acabam focando metas menos importantes e mais fáceis de se alcançar. E para fechar o entendimento, a grande chave do sucesso é a execução. Entre o planejamento e os resultados, temos que fazer as coisas acontecerem. O que mais frustra e estressa os grandes líderes de fato, são as pessoas que não executam, e se pautam em desculpas e argumentos para justificar o que não foi realizado.
Quantos planejamentos estratégicos ao longo do ano não são executados? Quanto maior a quantidade de itens e metas do planejamento, maior a probabilidade de não se realizar. Em tempos de bonança e ventos a favor, apenas temos que administrar “as velas do barco”. Quando a crise chega e os ventos param, os gestores precisam entrar mais no processo e entender realmente de gestão. E um dos segredos é entender o mapa. O “pergaminho da grandeza”- se assim podemos chamar – você conheceu; encontrar o tesouro da grandeza passa a ser o seu grande desafio.
Data: 23/02/09
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