Na pressão.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Que atire a primeira pedra, profissionais que nunca passaram por um caso de extrema pressão.
Conceituamos “estar sob pressão”, situações anormais que ocorrem em nossas rotinas diárias, e que requerem uma tomada de decisão imediata. Não se tem muito tempo para se pensar e analisar. Profissões relacionadas com a busca por resultados, e que trabalham sob emergência estão mais acostumados com esses imprevistos.
Quem trabalha em área comercial vive o dia-a-dia pressionado, e com muitas probabilidades de no final do mês se aumentar o stress, caso os objetivos estejam longes de serem alcançados.
Profissões como bombeiros, policiais, médicos de pronto-socorro têm que aprender a conviver com essa rotina, e o seu perfil tem muito a ver com a capacidade de se adaptar à essas situações. Ou seja, estar sob pressão faz parte de seu cotidiano.
Como administrar o risco e o medo nesse momento? O comportamento imediato à um problema, é que diferenciam os profissionais. Existem três tipos de atitudes muito claras quando alguém enfrenta uma situação de pressão. Existem os que avançam sobre o problema e tomam uma decisão, que pode ser positiva ou não. Há casos em que as pessoas olham para o problema e não conseguem ter nenhuma atitude, deixando a decisão para outros. E existem os que viram as costas e fogem. Os que conseguem chamar a responsabilidade para si no momento da pressão, são normalmente os profissionais de maior valor para a organização.
Cada função tem o seu momento de pressão. Uns mais outros menos. Em alguns casos, ele assume até a maior responsabilidade profissional de todos que fazem parte daquela organização naquele instante. Para ilustrar essa afirmativa, tomemos o exemplo do jogador que vai bater o pênalti decisivo em uma final de copa do mundo. Existe pressão maior que essa, perante uma nação apaixonada pelo futebol? Diz um ditado que “pênalti em final de campeonato quem deve chutar é o presidente do clube”, dada as devidas proporções da importância do ato.
Um sentimento que normalmente costuma tomar conta de todos que estão sob pressão é o “medo”. O ciclo costuma seguir 4 fases: Primeiro o medo aflora, depois vem a inatividade, ou seja, a paralisação. A 3º fase é a inabilidade e por último a inexperiência em se lidar com a pressão. E com a inexperiência em se lidar com o fato, o ciclo continua girando potencializando cada vez mais o medo. Quando o indivíduo não consegue quebrar a “roda”, tende a entrar em depressão, sofrer de stress e a confiança e a auto-estima vão para o “fundo do poço”. Qual a fórmula para eliminar o medo quando se está sob pressão? Agir. Se quebra o ciclo do medo na segunda fase dela, ou seja: tomando um atitude.
Em alguns casos, a sua decisão sob pressão é que determina o rumo da organização, ou até mesmo de sua vida. A linha que separa o “céu e o inferno” costuma ser tênue. Como diz o palhaço Jujuba que anima festas infantis em Manaus: “Muita hora nessa calma!”. Mas não esqueça de agir! O técnico Dunga que o diga.
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