Mil e uma utilidades.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Assim como tudo muda atualmente, o perfil dos funcionários tende a acompanhar esse novo ritmo do mercado. Enquanto no passado, a palavra foco era muito utilizado para definir um profissional que queria chegar ao sucesso, atualmente o mundo corporativo quer um novo tipo de colaborador: o multiuso, ou seja, aquele que se adapta a qualquer função em qualquer momento.
Com a crescente busca das empresas por competitividade e lucro, os custos com pessoas tem sofrido uma grande baixa nas planilhas de muitas organizações. A tecnologia também contribui com o desaparecimento de muitas funções, até antes imprescindível nas corporações.
O novo profissional conhecido por bombril, é o que as empresas buscam no mercado. A companhia Azul – empresa americana de aviação que chega ao Brasil – surge com um conceito até mais arrojado do que a concorrente Gol no que se refere a custos. À aeromoça cabe também se adaptar ao novo atributo de ajudar na limpeza, onde, minutos antes do avião aterrissar, ela passa recolhendo o lixo, para se poder poupar tempo de parada no solo. E até o “todo poderoso” comandante da aeronave, a qualquer momento pode ser acionado para ser também atendente no check-in. Com essas medidas, a previsão de economia é de 6%. Infelizmente, a barrinha de cereal ainda continua substituindo os pratos quentes nos vôos, pois ao dispensar os equipamentos que mantém os lanches em alta temperatura, o avião fica mais leve e poupa mais combustível. Essas são algumas dos formatos de gestão da Azul.
Cada vez mais, se terá valor o profissional que tenha a visão macro do processo. Se tornar especialista sim, mas sem esquecer que a qualquer momento você pode ser chamado para socorrer outros departamentos, e sair um pouquinho do seu cotidiano diário. Não tem mais vez, frases que costumamos ouvir com freqüência, da boca de funcionários descompromissados: “Fazer isso não é da minha responsabilidade !”.
A rede Mc Donald’s é um exemplo de empresa que está “anos luz” à frente. O profissional que cobra o produto, é o mesmo que entrega. Não existem as duas funções de caixa e balconista. Não é a toa que eles não param um único instante, e o trabalho se torna mais intenso e cansativo. São duas funções em uma. O lado positivo é que ajuda a treinar e formar jovens (normalmente primeiro emprego) a enfrentar o acirrado mercado que o espera no futuro..
A tecnologia ajuda também a diminuir a quantidade de postos de trabalho. Muito em breve, os caixas irão desaparecer dos supermercados e dos postos de pedágio nas estradas. Os leitores ópticos e os sensores substituirão mão-de-obra humana. Nos Estados Unidos, o abastecimento de combustível já funciona no sistema self-service. Praticamente já não existem mais frentistas.
A função de sonoplasta (operador de som) sumiu com a chegada dos computadores. As músicas ficam pré-programadas, e as emissoras de rádio podem funcionar sem a presença de uma pessoa.
Profissões sumindo, funções sendo encorporadas por outras, e novas oportunidades de especialização surgindo. Assim é a vida corporativa, só nos cabe enxergar e se adaptar.
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