A hora da verdade.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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O ano se inicia com um misto de insegurança, medo e instabilidade causados pelas notícias de crise que vive o mundo. O efeito dominó fez com que muitos empresários e empregados talvez passassem um dos piores finais de ano de suas vidas. As notícias ruins vindas de outras partes do planeta, fez com que vários segmentos do mercado tivessem quase que paralisadas suas atividades comerciais em função da queda das vendas. O funcionário tem medo de assumir grandes dívidas com medo de perder o emprego, e não conseguir honrar os pagamentos. O empresário convive com a dúvida cruel entre, demitir ou buscar alternativas para a sobrevivência. Quase sempre a primeira é a mais fácil. Infelizmente. Já a segunda opção vai depender muito do perfil da liderança. Se a comunicação flui bem, e as pessoas são motivadas e engajadas nos processos da empresa, é bem provável que se encontrem alternativas menos dolorosas para todos. A triste notícia é que esse perfil de organização é rara exceção. E tudo acaba parando, alimentadas pelos meios de comunicação que trazem péssimas informações dos países chamados de 1º mundo. A construção civil e o mercado de automóveis estão aí como exemplos. Uma das esperanças é que os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), possam assumir e exercer o papel de grandes consumidores e desenvolvedores econômicos, vindo a substituir em parte, a economia americana e japonesa.
A crise cria oportunidade para as grandes práticas de gestões poderem aparecer de fato no mundo corporativo. Em um mercado aquecido, quase todas as empresas acabam se nivelando por cima, pois com grandes vendas e lucros, a gestão e o gerenciamento de custos costumam ficar de lado. Os lucros costumam encobrir a má administração. Em tempos ruins, é costumeiro também demitir os maiores salários, se esquecendo, que provavelmente dentro desse grupo, possam estar os talentos necessários para fazerem a empresa dar a “volta por cima”. Dizem os economistas, que empresas que não tiverem com o caixa fortalecido, e que não estiverem com uma gestão de custos enxuta, dificilmente terminarão o ano de 2009. A menos que possam receber ajuda do governo. Infelizmente, somente as grandes corporações têm acesso a “passagem da sacolinha”. Com a instabilidade, restam aos trabalhadores segurarem as finanças e evitarem o consumo à prestação. Mas, o grande incômodo mesmo, é ter que conviver com o fantasma da demissão. Só quem passa por esse momento, é que consegue explicar essa terrível sensação psicológica. Ou melhor, é inexplicável. Quanto mais se pensa, mais aumenta o sofrimento. Daí, a importância das empresas serem o mais transparente possível, e usar muito da comunicação “olho no olho”. Essa ação, quando realizada pelos gestores, ameniza o dia-a-dia dos colaboradores. Essa é a hora da verdade. Um momento em que realmente, os grandes líderes poderão mostrar a que servem. E que grandes empresas provem o seu verdadeiro valor de mercado, e acima de tudo, de humanidade para com seus colaboradores.
Data: 12/01/09
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