Do DP ao RH.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Atualmente a evolução está presente em quase todos os segmentos que nos cercam. Seguindo a lei natural do progresso, na maioria das profissões também não tem sido muito diferente. Os que não se adaptam estão fadados a sair do mercado. Na arquitetura, os pergaminhos nas pranchetas deram lugar aos projetos do software auto-cad. Os “cadistas” é uma forte ameaça aos arquitetos. Assim como os arquivos de música em MP-3 praticamente aniquilaram as ex-potentes gravadoras musicais, os pen-drives e os novos formatos de mídia ameaçam os fabricantes de cds e dvds. A briga entre o gato e o rato sempre irá continuar, o problema é que você não sabe quem é quem. As vezes somos caçador, e em outros momentos somos a caça.
Em gestão de pessoas, atualmente temos uma forte procura e tendência, principalmente das empresas regionais que cresceram ao longo dos anos, em evoluir do tradicional departamento pessoal para o de RH. Com o progresso de suas empresas – na maioria das vezes desordenada – os gestores passaram a perceber, que na era em que vivemos, não é necessário apenas contratar e pagar. Atualmente, as pessoas – principalmente as qualificadas – têm opções de escolha. E hoje, o maior desafio é a retenção dos talentos. E para “segurar” esses colaboradores, é necessário motivar, desenvolver, e muito mais do que isso: Vê-lo como um profissional que tem espírito, mente, corpo e coração.
Muitas organizações confundem DP com RH. O setor de pessoal está muito mais ligado com a parte operacional, tais como folha de pagamento, cálculo de impostos e contratação. E o fato de realizarem festinhas de aniversariantes do mês e de finais de ano, acha que essas ações fazem parte da motivação. Ledo engano. Motivar é muito mais. As pessoas precisam visualizar um horizonte de onde podem chegar. Necessitam ter a certeza que receberão investimentos de desenvolvimento através de treinamentos e cursos. Enfim, desejam que o seu talento seja liberado em prol da empresa. Dessa forma, ganham todos. O profissional fica engajado, e a empresa ganha em resultados apresentados pelo colaborador.
O perfil das pessoas que normalmente ocupam as funções nesses dois departamentos também se diferenciam. É comum os funcionários reclamarem de como são tratados pelos responsáveis do departamento pessoal. São pessoas que não gostam de pessoas, e cujo atendimento ao cliente interno fica muito a desejar. São funções ocupadas na maioria das vezes, por pessoas antigas na empresa, que infelizmente não viram a evolução chegar. As informações que devem ser esclarecidas aos seus “clientes” são vistas como perturbação, e “burrice”, de às vezes não entenderem o contracheque. Existem é claro, raras exceções. Já o RH vem com a mentalidade de “servir” os colaboradores. De ser um porto seguro, em um mundo de mudanças. De ser o ouvidor dos problemas e sugestões de seus clientes internos. Enfim, de tratar colaboradores como seres humanos antes de tudo.
Para trabalhar em qualquer um desses setores, o requisito principal é o sorriso no rosto e ter uma paixão por pessoas. O próprio nome desses departamentos dizem tudo. O desafio é entender e incorporar o propósito maior: Gente.
Data: 06/04/09
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