A arte de comunicar.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Todos nós nascemos com algum dom. Uns conseguem descobrir, enquanto outros morrem sem saber o que tem de melhor, e passam a vida em brancas nuvens. Os dons artísticos são mais visíveis e mais admirados, pois normalmente os que descobrem e conseguem explorá-los, acabam virando celebridades. A arte do empreendedorismo também é um dom presente em poucas pessoas, ou seja, é o diferencial em saber detectar as oportunidades e ganhar dinheiro. O interessante é que, os que possuem o dom artístico, dependem dos que detém o conhecimento de empresário. Os dois perfis costumam se completar.
Mas, nenhuma arte é mais importante do que o dom de saber se comunicar. Tornar a fala atrativa, ser assertivo e saber “vender o seu peixe”, são virtudes que poucos possuem, mas que faz parte dos atributos das pessoas que venceram na vida. A persuasão e a influência vêm da forma de se comunicar. A liderança vem da comunicação. Enfim, se você fizer uma analogia, quase todas as profissões dependem de uma boa oratória. Mas, é bom não se esquecer das atitudes, pois nesse caso, “bom papo” e ação também se completam.
O último Congresso Amazônico de Gestão de Pessoas acontecido na semana passada em nossa cidade, é uma prova real e comparativa de como é importante o dom da comunicação. Dos vários palestrantes de peso presentes, duas conseguiram chamar atenção. Uma foi na simpática figura chamada Celina Joppert. Essa é mais especial, pois além de falar bem, consegue cantar melhor ainda. Ela explorou o tema “Musicatividade: A arte de exercer seu potencial máximo”. Prendeu a atenção do público com o os seus dois dons – cantar e falar - e ainda nos mostrou como a música pode transformar profissionais de ambientes corporativos, que fazem um “duelo”, para formar um “dueto” na canção. Para que isso aconteça, basta que os colegas consigam achar o tom certo dos seus parceiros de trabalho, pois o que causa conflito são as diferentes velocidades dos “tons de música”, que os colaboradores costumam entonar.
Mas a unanimidade de preferência foi para Eduardo Carmelo, que conseguiu extrair de um assunto aparentemente chato, em um momento cujos participantes nem se deram conta da hora passar. O tema era sobre resiliência. Um termo técnico que até as psicólogas têm dificuldade em explicar. Através de exemplos, recursos visuais, e um toque de humor, ele fez a grande diferença do Congresso. Enquanto, todos os outros palestrantes fizeram uma apresentação morna e sem grandes atrativos, Carmelo conseguiu se destacar pelo dom da comunicação. Ganhou o público, que conseguiu entender de uma forma diferente o que é resiliência (prometo falar sobre isso no próximo artigo), e o que é mais importante, provavelmente nunca mais esquecerão. E no final ainda teve direito a um famoso Ahhhhhhh! Bem ao estilo Programa do Jô. Isso sim é saber comunicar.
Data: 20/11/08
targo@targo.com.br
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