Capita Erótico.
Autor Carlos Eduardo Oshiro
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Recentemente uma reportagem exibida em rede nacional por uma emissora de TV, causou balbúrdia e comentários entre os corredores e departamentos de várias empresas. Segundo a pesquisadora inglesa Catherine Hakim, da London School of Economics; uma nova variável está surgindo para que profissionais tenham sucesso. O capital erótico, vem se juntar ao conhecimento, comportamento e outros “entos” que definem se a pessoa vai ser bem sucedida ou não. Essa qualidade apresentada, é resultado da compilação de seis características que tornam um profissional mais “atrativo” que os outros. São eles: Beleza, atratividade sexual, atratividade social, vivacidade, apresentação e sexualidade. E apenas para mulheres, cabe mais uma: a fertilidade. Aliás, o sexo feminino nesses itens acaba levando ligeira vantagem sobre os homens. Para as mentes mais conservadoras e para os “mais feios” – até porque beleza é relativo e imensurável – a notícia caiu igual uma bomba, e os comentários acabaram virando motivos de piadas e chacotas ao longo da semana. A grande realidade é que, em um primeiro momento o capital erótico pode contar muitos pontos, mas se a pessoa após isso não tiver outras competências, provavelmente não seguirá em frente. Poderá no máximo, conseguir um excelente casamento com algum “bom partido” da empresa. Saindo um pouco do campo polêmico, e indo para o ponto de vista do RH, é fato de que a “imagem” em um primeiro contato é um grande diferencial. E essa imagem está ligada diretamente à forma de se vestir de acordo com a cultura da empresa, a simpatia no rosto, e o modo de se expressar. Em uma dinâmica de grupo ou entrevista, os selecionadores “compram” primeiro esses candidatos. Mas, na reta final, outros pré-requisitos começam a impactar para que o profissional seja contratado. Nesse caso, entram conhecimentos, comportamentos, inteligência, raciocínio lógico, entre outros. A pesquisa ainda cita – para fúria de alguns – de que pessoas com capital erótico acima da média, ganham 15% a mais do que os outros. Portanto, está explicado o porquê que a “bonitona” da empresa tem mais regalias que você. E o pior: além do contra-cheque maior, os que possuem esse item, são vistos como mais honestos e competentes. Esse pré-requisito é muito importante no mundo das celebridades, tanto é que, segundo o estudo, Angelina Jolie tem de sobra, assim como Barack Obama e Madonna. O “humor negro” já diz que basta ter dinheiro, para se comprar o “tal” do capital erótico. Que o diga, os jogadores de futebol que se apresentam por “Ronaldos”.
Com a conta bancária recheada, todos nós ficamos bonitos e atraentes. E pelo histórico – para apimentar a polêmica – quem está acima do peso, tem mais dificuldades em se projetar profissionalmente. Alguns especialistas, dizem que para os “gordinhos”, somente os inteligentes e que se destacam culturalmente, conquistam o seu “lugar ao sol”, e cita como exemplo Jô Soares. É claro, que toda regra tem suas exceções. Para esse novo conceito – ou preconceito – que está surgindo, a frase de Vinicius de Moraes encaixa como uma luva: “Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”. Está criada mais uma polêmica!
Data: 12/04/10
targo@targo.com.br
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